domingo, 21 de novembro de 2010




DESEJO
A primeira vez que ouvi esses versos foi numa música do barão vermelho. Depois, em conversa com meu amigo, pb. Rodrigo, descobri que era um poema do Victor Hugo e procurei prá lê-lo. Estou postando para aqueles que tanto amo tenham o prazer de ler e até aprender com essa poesia.


DESEJO

Victor Hugo

Desejo, primeiro, que você ame,
e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que você tenha amigos
que, mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que pelo menos em um deles
você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos,
nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais,
e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste.
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
com a máxima urgëncia,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal,
porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja,
e acompenhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
coloque um pouco dele
na sua frente e diga "isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar
sem se lamentar, sofrer e sem se culpar.

Desejo por fim que você, sendo um homem,
tenha uma boa mulher,
e que, sendo uma mulher,
tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,e quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
não tenho mais a te desejar.

sábado, 20 de novembro de 2010


UM FAROL PARA NOS GUIAR EM TEMPOS DIFÍCEIS

A cada ano que passa os discípulos de Jesus buscam uma orientação que produza autenticação naquilo que eles afirmam ser. Talvez poucas épocas da história tivessem sido tão confusas quanto a essa identidade cristã. Hoje a espiritualidade é medida pelos gritos, pelas quedas, pelas lágrimas, pelo óleo, pelo sal grosso, pela arca da aliança, pela língua que não se entende, pelo desejo do coração que é manifestado em forma de profecia, pelo milagre etc.... Porém, o que aprendemos nas Escrituras acerca daqueles que resolveram andar com Jesus? Quais eram as marcas? O mandamento? As atitudes que caracterizava esses discípulos?

O que me impressiona é que há uma clareza grande com relação a esse assunto, porém, aparentemente ele vem com um tom frio e sem graça diante de tanto balburdio evangélico. Jesus nos disse no evangelho de João que a forma de sabermos se de verdade somos seus discípulos é se amassemos uns aos outros (Jo.13.35). Em um dos seus discursos finais Ele nos diz que o seu mandamento é este que nos amemos uns aos outros (Jo.15.12). Preste atenção! Você compreende essas palavras? Compreende mesmo? O que te faz um verdadeiro discípulo não é a quantidade de vezes que você vem à igreja, ou suas reações num culto, ou o malabarismo litúrgico, mais, o seu amor demonstrado pelo outro discípulo, pelo outro irmão, pelo seu próximo. O amor e só o amor nos autentifica de verdade.

Outra questão importante é que conforme às Escrituras o amor e só ele tira a falta de significado das ações,tira a soberba dos atos e a insanidade dos feitos. Paulo escreve aos Coríntios, uma igreja preocupada com as manifestações do “Espírito”, porém, sem nenhum compromisso com a unidade, santidade, adoração e pureza doutrinária. Um dos ápices do argumento de Paulo aos erros daquela igreja se encontra exatamente na falta de amor, ele chega a dizer que o saber ensoberbece, pois, eles se intitulavam senhores do saber, mais o amor edifica. E em sua declaração magna sobre o amor nos mostra que a única forma de sabermos de fato que o que fazemos é resultado de uma compreensão real do que somos em Cristo é através do amor: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.” (1.Co.13.1-3).

A última verdade que gostaria de destacar nesse texto é que só através do amor conseguimos revelar ao mundo, ao outro e a nós mesmo que a reconciliação com Deus aconteceu, que estamos em paz prá vivermos a vida nos construindo nos doando uns aos outros. Há algo de espetacular no mover do Espírito, na igreja de Atos, logo no princípio. Observe o que o texto diz: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade (At.2.44,45)”. O que quero com esse versículo? Hoje em dia a espiritualidade, a temperatura de uma igreja é medida pelas mãos levantadas, pelos gritos de aleluia, glória a Deus e os olhos bem fechados, porém, vejam isso! Observem com muito cuidado! Pisem sem sandálias nessa terra santa das Escrituras! Nesse momento singular onde o Espírito foi derramado de uma vez por todas, a igreja abriu os olhos e estendeu as mãos. A paz interna que reconciliava esses irmãos com Deus e com o outro os levaram à beira de um total desapego à qualquer coisa para que houvesse vida e suprimento em todas as mesas da igreja.

Só alguém verdadeiramente tocado pelo Espírito, que anda de verdade com Jesus é capaz de ter paz suficiente no coração para entender que a vida é uma oferta prá ser compartilhada e sendo ela constrói a comunidade dos que experimentam em vida a bondade do Senhor e um pedaço do céu.

Então daqui prá frente fica decretado que o amor será nossa filosofia, nossa forma de existir, nosso jeito de mostra a verdadeira religião e a mais pura e fiel espiritualidade. E que vivendo assim cada ato se eternize em e no amor.

Rev. Jakstone Carvalho Braga

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


CONFESSO QUE TENHO VIVIDO DIAS DE TORMENTO


Confesso que tenho vivido dias de tormento. Dias que a minha consciência grita contra aquilo que ouço sobre a igreja. Posso estar desolado e acredito que até sem esperança e não me assustarei se sozinho no que escrevo, mas não vejo pureza do evangelho na igreja evangélica. O sentimento que carrego é que todas as verdades das Escrituras foram esquecidas em prol de um sentimentalismo barato, de um surto de prazer que beira a loucura. Não me entendam mal, mas isso é mais parecido com uma fé no diabo do que em Deus.

Vejo um grande número de “fiéis” que amam muito mais o milagre do que Deus e a minha pergunta é: importa de verdade de onde vem esse milagre desde que aconteça? Isso me parece um absurdo à fé, pois, o meu Senhor Jesus, mesmo com fome não aceitou a oferta de se autenticar como Filho de Deus, matando sua fome transformando pedra em pão. Ele poderia transformar a pedra em pão, mas não segundo a vontade de Satanás. Tenho medo desse desejo desenfreado pelo milagre que não importa se é resultado da chegada do evangelho que transforma e melhora o homem, mas é apenas o alívio a uma carga momentânea.

Vejo uma igreja que sua liturgia é altamente hedonista, isto é, escrava do prazer. Os nossos cultos estão se transformando em parques de diversões para entretenimentos dos “fieis” e não um lugar onde Deus será adorado. O que importa no final de um culto é o que aconteceu comigo e não o que aconteceu com Deus. Não importa se o coração de Deus foi tocado e sim se o nosso foi com qualquer coisa. Nós queremos sentir prazer e não importa de onde venha se de nós mesmos, se de Satanás, no final isso terá vindo de Deus porque estamos na igreja e invocando o nome de Jesus, ainda que esse Jesus seja totalmente outro ao apresentado nas Escrituras.

Todos os dias nasce uma doutrina nova. A última que escutei é que o diabo tem altares na vida do homem e quando esse se converte é necessário que haja libertação e destruição desses altares. Meu Deus! O que aconteceu com a palavra do apóstolo que diz que todo homem que está em Cristo é nova Criatura e que as coisas velhas se passaram e que tudo se fez novo. Onde fica a Palavra de Jesus que diz: “Se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres”. Onde fica a Palavra apostólica que diz: Quem é de Deus o maligno não lhe toca. Onde fica a verdade de que nada pode nos separar do amor de Deus. Sabe qual é a minha resposta? Fica na Bíblia, mas pra que ler a Bíblia se temos “revelação” direta do Espírito e Ele irá falar o que precisamos fazer.

Fico pensando quanto tempo demorará para alguém se levantar e começar a escrever uma nova Bíblia.

Desculpem-me a honestidade mas, dá arrepios vê que a hora que mais interessa aos “fieis” são os momentos das revelações extra-bíblicas. Que uma pregação do evangelho é desinteressante, enfadonha e nada edificante. É muito mais confiável a palavra do profeta, que tem um coração enganoso, que é sujeito às suas vaidades, que é um miserável pecador como qualquer um, do que a Palavra Eterna de Deus.

Nesses dias em que a comemoração da reforma protestante se aproxima meu clamor à igreja é que esta se repense com a Bíblia aberta. Que ela volte deixar Jesus falar ao coração de uma forma simples e transformadora. Meus irmãos! Não dá mais pra agüentar tanto barulho que não muda ninguém, onde as pessoas continuam as mesmas depois de vivenciarem, segundo elas, uma profunda experiência com o Espírito.

Diante disso me pergunto: fiéis a quem? Em nome de Jesus abra a sua Bíblia. Em nome de Jesus peça a Deus pra falar ao seu coração. Em nome de Jesus abandone as crendices que são anomalias à vontade de Deus. Em nome de Jesus e pela graça de Jesus peça a Deus que te liberte dessa escravidão evangélica que você tem se submetido e tem te feito servir a satanás dentro dos arraiais de Jesus. Recrie-se como Evangélico à partir do Evangelho e de mais nada e de mais ninguém.

Desse Pastor Que Ainda Que Assustado Acredita em Deus e no Poder da Palavra.

Pastor. Jakstone Carvalho Braga

terça-feira, 27 de março de 2007

2ª IGREJA PRESBITERIANA DE CARATINGA


Somos uma Igreja de cunho reformado, temos a Bíblia como única regra de fé e prática, adotamos a Confissão de Fé de Westminster e os Caticismo Maior e Menor como símbolos de fé.
Além disso somos uma igreja de gente comprometida com o Reino de Deus, de gente agradável, amorosa e disposta a fazer a vontade de Deus ser encarnada no nosso viver.
Nossa igreja é de excelente ambiente, pois é recheada de pessoas que amam a convivência mútua e é comprometida com a evangelização local, nacional e mundial. Para isso fazemos de tudo para alcançarmos alguns.
O que mais dizer? amados por Deus antes da fundação do mundo, substituído na cruz por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador e selados pelo Espírito Santo da promessa esperando o dia da redenção.
Graças a Deus que tem nos dado a vitória por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.